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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A lição da chuva


(Imagem-Google Imagens)

Voltava para casa, hoje, após uma caminhada matinal
e fui surpreendida por uma chuva inesperada.
Daquelas chuvas que nem o canal do tempo faz previsão.
Acelerei os passos e procurei um abrigo.
Quando lá cheguei encontrei outras pessoas
que nem tinham agendado comigo naquela hora.
Estávamos ali, juntas, quase nos tocando, por um acaso.
Aproveitei o momento para observar as minhas reações internas
e as que eu podia perceber ou inferir nas pessoas.
Olhei primeiro para o lugar mais confortável:
O lado de fora!
Olhar pra si é sempre mais difícil!
Umas pareciam inquietos.
Outras mostravam irritação.
Algumas se impacientavam e saíam se molhando.
Outras, como eu, pareciam observar o momento,
talvez, com receio de acionar recordações melancólicas.
A chuva tem o poder de trazer aquela nostalgia latente.
Resolvi então olhar com mais atenção a chuva que caía.
E percebi que ao cair no chão, os pingos não escorregavam,
ao contrário, faziam círculos harmônicos.
Os pingos numa dança belíssima em pista molhada,
com uma bela sincronia, rodopiavam de mãos dadas.
Estavam lado a lado com outros círculos mas não se misturavam.
Cada grupo era companheiro mas não perdia sua identidade.
Fiquei assim em torno de dez minutos e aprendi uma grande lição.
Nas alturas ou no chão se pode fazer da vida uma bela canção.

Maria Helena Mota Santos

5 comentários:

  1. kkkkkkkkkk adoro você que faz uma bela história de um dia qualquer ,uma chuva qualquer e inseperada...
    você é muito especial!
    beijo

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  2. que bonito!
    gostei dessa imagem da chuva como uma música, uma dança elegante. adoro ver chuva, gosto do barulho, da renovação que trazem as gotas de chuva.

    bjs e bom dia!

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  3. ...palmas! Grande texto comemorando o cair da chuva e suas canções.
    "Quando lá cheguei encontrei outras pessoas que nem tinham agendado comigo naquela hora". Chuva é vida, é ar mais puro...e suas palavras sobre aquele momento de se abrigar dela mostrou nos que é amiga da natureza, que é ecologicamente correta, pois aceitou aqueles instantes como um momento de bom humor. Parabéns pelas palavras e compreensão com a natureza. Abraço.

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  4. "O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que de tão visto ninquém vê"(Otto Lara Rezende)

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  5. Ia comentar, mas o Lauro disse tudo nas palavras do Otto.

    Bjo!

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