domingo, 22 de fevereiro de 2026
Verso em flor
Era pra ser uma poesia
Versificada no pra sempre
Mas o verso eternamente
Desfez-se da estrofe
De repente
E a poesia teve fim
Lá na estrofe recomeço
Os versos de outra época
Mudaram de endereço
E a nova poesia
Teve espinhos a lhe ferir
E da dor brotou a flor
Que enfeitou novo jardim
A poesia agora escrita
Tem na lágrima o regador
Chove verso no inverso
Do sentimento que brotou
E no novo há o alento
De saber-se beija-flor
Que visita outros jardins
Sem encontrar a sua flor
Maria Helena Mota Santos
20/10/2013
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Imprecisão
tantas pessoas
que encontro
e desencontro
As que enxugam
lágrimas
As que acionam
prantos
Trago a luz
e a escuridão
A linha reta
e a contramão
Nem sempre só
sou solidão
Fico sozinha
na multidão
Trago a dor
dilacerante
E morro em vida
por um instante
Se pulso forte
sou emoção
Se estou letárgica
sou imprecisão
Trago a incerteza
do que virá
Mas abro as asas
para voar
Nem sempre sou
o que pensei
Ando em busca
do que não sei
Maria Helena Mota Santos
18/02/2012
domingo, 18 de janeiro de 2026
Meu sonho
O meu sonho
é seguir sonhando
e pintando cores
no meu dia a dia
Tenho o sonho
de sonhar
com a realidade
vestida de fantasia
O meu sonho
é flutuar
nas asas leves
da poesia
Tenho sonho
de escrever
versos de amor
todos os dias
O meu sonho
é não me opor
ao sonho
que se insinua
Tenho sonho
de plantar
e regar a flor
de cada rua
O meu sonho
é levitar
e conhecer
o infinito
Tenho sonho
de deixar o mundo
bem mais pertinho
do paraíso
Maria Helena Mota Santos
sábado, 10 de janeiro de 2026
Entrelinhas
o que há nas entrelinhas
de cada dia que se faz noite
e de cada noite que se faz dia?
O que será que acontece
na fronteira do encontro
onde a noite apaga a luz
e o dia acende a noite?
Quem poderá me dizer
o que há nas entrelinhas
de cada estrela cadente
que se cansa do lugar?
O que será que acontece
na fronteira do encontro
onde o lugar que era ausente
ganha um brilho reluzente?
Quem poderá me dizer
o que há nas entrelinhas
do instante que é passado
quando há pouco era presente?
O que será que acontece
na fronteira do encontro
onde o futuro se faz presente
pra ser arquivo no passado?
Maria Helena Mota Santos
de cada dia que se faz noite
e de cada noite que se faz dia?
O que será que acontece
na fronteira do encontro
onde a noite apaga a luz
e o dia acende a noite?
Quem poderá me dizer
o que há nas entrelinhas
de cada estrela cadente
que se cansa do lugar?
O que será que acontece
na fronteira do encontro
onde o lugar que era ausente
ganha um brilho reluzente?
Quem poderá me dizer
o que há nas entrelinhas
do instante que é passado
quando há pouco era presente?
O que será que acontece
na fronteira do encontro
onde o futuro se faz presente
pra ser arquivo no passado?
Maria Helena Mota Santos
sábado, 27 de dezembro de 2025
O amor
O que é o amor senão
Uma amizade sem limite
Um sofrimento prazeroso
Uma comunhão na diferença
Um esperar desesperado?
O que é o amor senão
Um caminhar sem um padrão
Um palpitar no infinito
Uma doação sem ter estoque
Um levitar na multidão?
O que é o amor senão
Um lugar do paraíso
Um coração em disparada
Uma chuva de sorrisos
Uma saudade acompanhada?
O que é o amor senão
Um deserto com oásis
Um labirinto com passagem
Uma felicidade indefinida
Uma essência colorida?
O amor é lágrima revertida em alegria
É viagem sem destino e sem roteiro
É desatino que equilibra as travessias.
É a magia que encanta o mundo inteiro.
Maria Helena Mota Santos
08/04/2010
Um sofrimento prazeroso
Uma comunhão na diferença
Um esperar desesperado?
O que é o amor senão
Um caminhar sem um padrão
Um palpitar no infinito
Uma doação sem ter estoque
Um levitar na multidão?
O que é o amor senão
Um lugar do paraíso
Um coração em disparada
Uma chuva de sorrisos
Uma saudade acompanhada?
O que é o amor senão
Um deserto com oásis
Um labirinto com passagem
Uma felicidade indefinida
Uma essência colorida?
O amor é lágrima revertida em alegria
É viagem sem destino e sem roteiro
É desatino que equilibra as travessias.
É a magia que encanta o mundo inteiro.
Maria Helena Mota Santos
08/04/2010
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Lição de criança
Eu estava aguardando um dos elevadores do prédio onde moro.
Um sinal de alerta me invade: ouço o choro de criança!
Apuro minha audição e descubro: o som vem do elevador!
Meu lado altruísta fica de plantão, pronto para agir!
De repente, a porta se abre! E conheço um desconhecido.
Um menino chora compulsivamente!
Uma senhora o consola e diz: chegamos! A porta já abriu!
Num ímpeto eu o afago com muito carinho.
Ele olha para mim, ainda assustado, e para de chorar!
Descubro que a causa do pranto era o elevador enguiçado.
A criança olha novamente para mim, desconfiada, e segue!
E eu subo para meu apartamento pelo outro elevador, é claro!
Quando olho, da varanda, fico surpresa!
O menino já está na quadra rindo alto e andando de bicicleta!
Se eu não o tivesse visto, minutos antes, não imaginaria que ele teria passado por um susto.
Junto com sua alegria pueril ele dá uma grande lição:
É preciso, quando possível, se despedir de momentos tristes
com a leveza de uma criança e a rapidez de uma águia.
Maria Helena Mota Santos
Apuro minha audição e descubro: o som vem do elevador!
Meu lado altruísta fica de plantão, pronto para agir!
De repente, a porta se abre! E conheço um desconhecido.
Um menino chora compulsivamente!
Uma senhora o consola e diz: chegamos! A porta já abriu!
Num ímpeto eu o afago com muito carinho.
Ele olha para mim, ainda assustado, e para de chorar!
Descubro que a causa do pranto era o elevador enguiçado.
A criança olha novamente para mim, desconfiada, e segue!
E eu subo para meu apartamento pelo outro elevador, é claro!
Quando olho, da varanda, fico surpresa!
O menino já está na quadra rindo alto e andando de bicicleta!
Se eu não o tivesse visto, minutos antes, não imaginaria que ele teria passado por um susto.
Junto com sua alegria pueril ele dá uma grande lição:
É preciso, quando possível, se despedir de momentos tristes
com a leveza de uma criança e a rapidez de uma águia.
Maria Helena Mota Santos
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
Partes de mim
Partes de mim estão livres
E fazem redemoinho
No vento das emoções
Partes de mim são aladas
E se emparelham com o tempo
Nas asas da imaginação
Partes de mim são partidas
Que enfrentam tempestades
Em busca de um novo sol
Partes de mim são como águias
Que voam sempre mais alto
Em busca do infinito
Partes de mim são casulos
Que preparam o momento
De ser borboleta no mundo
Maria Helena Mota Santos
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