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sábado, 7 de abril de 2012

Palavra


(Imagem-Google Imagens)

Era apenas uma palavra
Que adormeceu verso
E acordou poesia
Fez-se estrofe
E espalhou alegria
Palavra embalada
Palavra adormecida
Palavra sonhada
Palavra sentida
Palavra poética
Palavra feliz
Palavra serena
Palavra mágica
Palavra afável
Palavra amiga

Era apenas uma palavra
Que sugou o néctar
De uma flor
E se tornou um jardim
Enfeitou as estradas
Desencadeou emoções
Falava do sim
Falava do não
Falava do céu
Falava do mar
Falava da tristeza
Falava da alegria
Falava de bonança
Falava de paz
Falava de paixão
Falava de amor

E era apenas
Uma palavra

Maria Helena Mota Santos

22/11/2010

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Oração do amanhecer


(Imagem-Google Imagens)

Senhor
Neste dia que amanhece
Entrego o controle da minha vida
A chave das minhas decisões
A lamparina que clareia a escuridão
A caneta que escreve minha história
As sandálias que alicerçam os meus passos
As emoções que acionam meus sentimentos
Senhor
Que eu possa andar pelos caminhos do perdão
Que nenhum sentimento me insinue escuridão
Que eu transite no portal da compreensão
E que eu seja um ombro amigo e irmão
Senhor
Que o passado me traga sabedoria
Que eu viva o presente deste dia
Que cada palavra seja uma nota de alegria
Pra transformar meu futuro em sinfonia
Senhor
Que meu ouvido seja surdo para a maldade
Que minha mão seja instrumento da caridade
Que eu não seja cego pra perceber a dor
Que eu olhe a vida com as lentes do amor
Amém

Maria Helena Mota Santos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Despedida


(Imagem-Google Imagens)


O coração acordou cheio de sentimento.
Não é dor nem é prazer
mas conforta!
É como se uma força invisível
virasse minha cúmplice
e colocasse uma película
que imunizasse a dor.
É como se um anjo pegasse na minha mão
e dissesse: vamos!
E ao abrir os olhos
cheia de uma energia especial
congelei esse sentir para não perdê-lo.
E agora estou dançando com as letras
tentando reproduzir os passos da dança
que esse sentimento me despertou.
É um momento que é uma nota de partida
Como se alguém dissesse: vá!
Já chega!
Está bom!
Despeça-se!
O outro portal é logo ali
Você não precisa carregar essa bagagem
Tire as roupas velhas
Tire as roupas apertadas
mesmo se doer
Faça uma faxina
Deixe só o que é salutar
Deixe os empecilhos no caminho
A hora é de seguir seus passos
A hora é de se despedir das sombras
Dê a mão ao seu Anjo da guarda
e em companhia de si mesma
e dos seus pares
Vá!

Fui!

Maria Helena Mota Santos

11/07/2010

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um olhar


(Imagem-Google Imagens)


Um olhar
espelho de muitas faces
que mostra o que se quer ver

Um olhar
óculos da natureza
com graus de valores infinitos

Um olhar
uma emissão de raios
que atinge quem está em volta

Um olhar
uma centelha de luz
ou um raio na escuridão

Um olhar
válvula de escape da alma
um espião do universo

Um olhar
ciranda de sentimentos
onde a alma faz seu pouso.

Maria Helena Mota Santos

09/07/2010

terça-feira, 3 de abril de 2012

O silêncio de um grito


(Imagem-Google Imagens)

O silêncio de um grito
abafado
Faz um eco e acorda
a solidão
Faz redemoinho nas emoções
tão reprimidas
E se transforma
em caminho para a saída
É um silêncio que fala mais
do que as palavras
Faz do olhar a vitrine
do seu verbo
Faz do corpo o movimento
da sua cena
E se encharca de uma energia
quase plena
É o silêncio que antecede
uma atitude
E se reúne com o momento
do presente
E faz mímica para a vida
que está em volta
E é a chave que para o novo
abre a porta

Maria Helena Mota Santos

30/11/2011

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Linha do tempo


(Imagem-Google Imagens)

Não teço
cada dia
com linhas quebradas
pelo tempo
Em cada amanhecer
pego outra linha
e bordo
novo momento

Às vezes
de cores pálidas
Às vezes
de cores firmes
Eu valorizo
cada cor
A cor alegre
e a cor triste

Às vezes
teço pelo avesso
com as mãos trêmulas
de frio
Às vezes
tenho pouca linha
mas encaro
o desafio

Às vezes
penso que teço
um caminho
que escolhi
Mas percebo
que havia esboço
do bordado
que teci

Às vezes
fico perplexa
meus bordados
não reconheço
Mas não deixo
um só dia
Sem tentar
um recomeço

Teço
desde que acordo
e só paro
quando adormeço
Mas em sonho
sou intuída
e pra novo dia
eu amanheço

Maria Helena Mota Santos

domingo, 1 de abril de 2012

Verdades


(Imagem-Google Imagens)

Verdades sobre mim
são inverdades
que cabem no olhar
de quem me vê
nem sempre o sorriso
é alegria
e o silêncio muitas vezes
é prazer

Quando me vejo
sem a película da ilusão
e enfrento minha mutável
condição
Meus pontos cegos
roubam a cena e me ofuscam
Sempre me vejo
com alguma restrição

Mas se a verdade fosse
tão absoluta
e já nascesse conhecendo
o meu eu
Que graça tinha o viver
sem aprendizado
Se o bom da vida
é ser um eu inacabado!

Maria Helena Mota Santos

09/08/2011