
(Imagem-Google Imagens)
Vesti-me de flores
Para atrair a alegria
Andei pelo mundo
E me fiz fantasia
Coloquei uma máscara
Que meu rosto escondeu
Caminhei pela vida
Buscando o meu eu
O eu rebuscado
De tanta inferência
O eu maltratado
Pela obediência
O eu remexido
Pelas dores sentidas
O eu naufragado
Nas lágrimas contidas
Escutei minha voz
E de frente me olhei
Eu era tão simples
E me compliquei
Agora sou várias
Nenhuma delas sou eu
Preciso encontrar
O que em mim se perdeu
Tirei minha máscara
E no espelho me olhei
Examinei o meu rosto
E não me encontrei
No reflexo do espelho
Encontrei uma menina
Que não mais chorava
Que não mais sorria
Peguei-a no colo
E embalei o seu sonho
Ela mora comigo
E não mais a abandono
Maria Helena Mota Santos
23/11/2010
Helena,
ResponderExcluirA máscara de que falas,
é derme e epiderme,
é casca de tangerina,
é batom de menina,
é glamour,
é extracto de flor,
de uma planta do teu jardim,
é sim,
é talvez,
é tudo de uma vez,
é alma contida,
é espírito e vida,
és tu!
Um abraço despido de máscara,
Olá, amigo Adriano!
ResponderExcluirComo sempre o poeta transborda e sacia a sede de poesia do universo.
Obrigada por me acompanhar e ser um incentivo!
Um ótimo final de semana!
Abraços!