(Imagem-Google Imagens)
Era assim
quase todos os dias
nos tempos
de inverno
Acordava
o sol se escondia
e eu o sabia lá
amparado pelas nuvens
Esperava
que ele convalescesse
e retornasse
com mais brilho
Esperava
o seu tempo
sem ter tempo
de espera
Já era quase
primavera
e as flores
amarelavam
de anemia
Por vezes
as suas lágrimas
transcendiam as nuvens
e desaguavam em mim
E mesmo assim
eu esperava o sol
se render
à beleza da vida
e aparecer...
Maria Helena Mota Santos
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Pintura
(Imagem-Google Imagens)
Por cima do seu telhado
Olhou em outra dimensão
Viu o mundo e as miragens
Que se desenham na ilusão
Viu o céu tão de pertinho
Que pintou de azul o coração
Pegou a lua e deu uma volta
E foi bater papo com Plutão
Fez seus flocos lá nas nuvens
E brincou com as tempestades
Fez plantações no firmamento
E em lugares improváveis
Vestiu-se da cor da noite
E amanheceu pintando o dia
Fez um quadro sem moldura
E foi brincar com a alegria
Maria Helena Mota Santos
Por cima do seu telhado
Olhou em outra dimensão
Viu o mundo e as miragens
Que se desenham na ilusão
Viu o céu tão de pertinho
Que pintou de azul o coração
Pegou a lua e deu uma volta
E foi bater papo com Plutão
Fez seus flocos lá nas nuvens
E brincou com as tempestades
Fez plantações no firmamento
E em lugares improváveis
Vestiu-se da cor da noite
E amanheceu pintando o dia
Fez um quadro sem moldura
E foi brincar com a alegria
Maria Helena Mota Santos
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ausência
(Imagem-Google Imagens)
Fez-se presente
Na ausência
Roubou a cena
Sem estar no palco
Contracenou
Sem atuar
E se escondeu
Pra se mostrar
Fez-se passado
Na presença
Atuou
Sem contracenar
Fingiu ser plateia
E aplaudiu
Mas se escondeu
Pra disfarçar
Fez-se futuro
Em outro show
Um palco móvel
Contratou
Encena alegria
Encena a dor
E diz que busca
O amor
Maria Helena Mota Santos
10/10/2010
Fez-se presente
Na ausência
Roubou a cena
Sem estar no palco
Contracenou
Sem atuar
E se escondeu
Pra se mostrar
Fez-se passado
Na presença
Atuou
Sem contracenar
Fingiu ser plateia
E aplaudiu
Mas se escondeu
Pra disfarçar
Fez-se futuro
Em outro show
Um palco móvel
Contratou
Encena alegria
Encena a dor
E diz que busca
O amor
Maria Helena Mota Santos
10/10/2010
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Chamado
(Imagem-Google Imagens)
Vem!
Quero lhe mostrar o que já vi
Dê-me sua mão
Vamos tentar caminhar por aqui
Vem!
Você não nasceu pra letargia
Pode confiar em mim
Serei sua companhia
Vem!
Eu quero lhe guiar
Até a tempestade passar
Já aprendi como se "brisa" o vento
Vem!
Não se culpe por não saber
O caos pode ser o caminho
Para a ordem acontecer
Vem!
Perdoe a dor por lhe fazer sofrer
Dê alforria para a nostalgia
E vamos buscar a alegria
Vem!
Permita-se pintar seus quadros
A vida é um pincel
Que sempre acorda ao seu lado
Maria Helena Mota Santos
Vem!
Quero lhe mostrar o que já vi
Dê-me sua mão
Vamos tentar caminhar por aqui
Vem!
Você não nasceu pra letargia
Pode confiar em mim
Serei sua companhia
Vem!
Eu quero lhe guiar
Até a tempestade passar
Já aprendi como se "brisa" o vento
Vem!
Não se culpe por não saber
O caos pode ser o caminho
Para a ordem acontecer
Vem!
Perdoe a dor por lhe fazer sofrer
Dê alforria para a nostalgia
E vamos buscar a alegria
Vem!
Permita-se pintar seus quadros
A vida é um pincel
Que sempre acorda ao seu lado
Maria Helena Mota Santos
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Quase
(Imagem-Google Imagens)
Eu quase clareei
as sombras
com o reflexo do sol
pela fresta da janela
Eu quase as pintei
de cores
tão bonitas
matizadas
como as cores
de uma aquarela
Eu quase clareei
as nuvens
de uma tempestade
iminente
Só com o sorriso
dos olhos
que olhavam
e fixavam
no reflexo de sol
da minha mente
Eu quase
clareei o escuro
que acometeu
parte do caminho
Usei o farol
da minha alma
que enxerga flores
no lugar
onde antes
havia espinhos
Maria Helena Mota Santos
Eu quase clareei
as sombras
com o reflexo do sol
pela fresta da janela
Eu quase as pintei
de cores
tão bonitas
matizadas
como as cores
de uma aquarela
Eu quase clareei
as nuvens
de uma tempestade
iminente
Só com o sorriso
dos olhos
que olhavam
e fixavam
no reflexo de sol
da minha mente
Eu quase
clareei o escuro
que acometeu
parte do caminho
Usei o farol
da minha alma
que enxerga flores
no lugar
onde antes
havia espinhos
Maria Helena Mota Santos
domingo, 26 de agosto de 2012
Pintar a vida
(Imagem-Google Imagens)
Pintar a vida
como se fosse uma grande tela
sem limite e sem contorno
Pintar a vida
como se tivesse à sua disposição
todas as cores do universo
Pintar a vida
como se fosse um célebre pintor
que traduzisse em cores a sua história
Pintar a vida
como se no coração existisse um arco-íris
pronto para a alquimia das cores
Pintar a vida
fazendo texturas de cores quentes e frias
para expressar as emoções do dia a dia
Pintar a vida
utilizando como matriz
as marcas dos seus rastros na estrada
Pintar a vida
como se não houvesse amanhã
e o futuro fosse um quadro enigmático
sem hora para acontecer
Pintar a vida....
Maria Helena Mota Santos
27/07/2010
Pintar a vida
como se fosse uma grande tela
sem limite e sem contorno
Pintar a vida
como se tivesse à sua disposição
todas as cores do universo
Pintar a vida
como se fosse um célebre pintor
que traduzisse em cores a sua história
Pintar a vida
como se no coração existisse um arco-íris
pronto para a alquimia das cores
Pintar a vida
fazendo texturas de cores quentes e frias
para expressar as emoções do dia a dia
Pintar a vida
utilizando como matriz
as marcas dos seus rastros na estrada
Pintar a vida
como se não houvesse amanhã
e o futuro fosse um quadro enigmático
sem hora para acontecer
Pintar a vida....
Maria Helena Mota Santos
27/07/2010
sábado, 25 de agosto de 2012
Noturno
(Imagem-Google Imagens)
Daqui posso ver o céu
Pela fresta da janela
Embaçado pelas nuvens
Que escondem suas estrelas
Posso ver pingos de chuva
Numa dança com o vento
Num barulho aconchegante
Que me acorda para o sonho
Posso ver vidro molhado
Chorando lágrimas compridas
À espera de um sol
Que devolva o seu brilho
Posso ver minha essência
Misturando-se com a chuva
Dançando com o minuto
Que compõe este momento
Maria Helena Mota Santos
09/07/2011
Daqui posso ver o céu
Pela fresta da janela
Embaçado pelas nuvens
Que escondem suas estrelas
Posso ver pingos de chuva
Numa dança com o vento
Num barulho aconchegante
Que me acorda para o sonho
Posso ver vidro molhado
Chorando lágrimas compridas
À espera de um sol
Que devolva o seu brilho
Posso ver minha essência
Misturando-se com a chuva
Dançando com o minuto
Que compõe este momento
Maria Helena Mota Santos
09/07/2011
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