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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nas asas de uma criança


(Imagem-Google Imagens)

E se amanhã eu acordar
E tudo for diferente
Se o azul for amarelo
E se o sol for arco-íris?

E se amanhã eu acordar
E tudo estiver igual
Se o verde for esperança
E se o branco for a paz?

E se amanhã eu acordar
E não houver igual ou diferente
Se o nada não existir
E se o tudo for ausente?

E se amanhã eu acordar
E não tiver mais lembranças
Se eu começar a minha vida
Nas asas de uma criança?

Maria Helena Mota Santos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Descoberta


(Imagem-Google Imagens)

Acordei num teatro
Deitada num tablado
Chamado vida

No desenrolar das peças
Onde cada dia é um ato
Fui fazendo descobertas

Descobri a cada passo
Que não sou nada sem o todo
E o todo sente falta de mim

Descobri que sou única
Que de mim não há réplica
Mas sou interligada ao todo

Descobri que sou uma letra
Contida dentro de um verso
Do poema Universo

Descobri que sou cúmplice
De todas as cenas exibidas
No teatro que é o mundo

Descobri que sou luz e sombra
E que se eu recusar uma cena
O teatro seguirá sem mim


Maria Helena Mota Santos

domingo, 28 de novembro de 2010

Fundo do poço


(Imagem-Google Imagens)

Caiu no fundo do poço
Da sua própria solidão

Experimentou o vácuo
E encheu o vazio da alma

Arou o terreno baldio
E preparou o plantio

Aprendeu a prever
Tempestades iminentes

Aprendeu a se abrigar
Nas horas dos vendavais

Do lugar improvável
Fez brotar um jardim

E as flores cresceram
Buscando a direção do sol

Quando a chuva caía
Elas se erguiam viçosas

As flores não se curvavam
Erguiam-se à procura da luz

E quando encontraram a saída
Floresceram enfeitando a vida

Maria Helena Mota Santos

O comentário do meu amigo Lupo transcendeu e fez ramificação na minha poesia.

Imaginei agora, por algum motivo, uma criança plantando uma flor sem colocar a semente, que não tinha. Foi regar todos os dias aquele pedaço de terra, e passou anos esperando que ela brotasse. Um dia uma flor brotou, pois o cuidado da criança fez a terra fértil, e o vento tratou de colocar a semente que faltava. Aquele espaço ficou com tanto amor! E agora, além de amor também tem uma flor. Pelo menos na minha imaginação rs...

Obrigada Lupo

sábado, 27 de novembro de 2010

Celebração


(Imagem-Google Imagens)

Queridos companheiros da estrada da vida,

Hoje quero compartilhar, com cada um de vocês, uma vitória que é nossa.

Há alguns dias atrás fiz a inscrição da poesia Partes de mim para participar de um Concurso de Poesia na Oficina da Palavra com inscritos de Portugal e de todo Brasil.

Ontem , felicíssima, constatei que eu, dentre os cinco vencedores, fui a primeira colocada, ou melhor, nós fomos!

Vencemos, pois eu não cheguei aqui só!

Eu sou mosaico de partes das contribuições das pessoas que passaram no meu caminho.

Não importa se me deram amizade, alegria, dor, amor, companheirismo, cumplicidade, decepção , carinho...

O que importa é que cada uma deu o que foi possível no momento, diante das circunstâncias.

O que sei é que todos foram importantes para mim e me ajudaram a ser quem eu sou.

Quero, no meio do universo que me acompanha, destacar a amiga Betty Gaeta pois foi a partir do seu olhar para a poesia Partes de mim que eu fiz a inscrição no Concurso.

Ela publicou a poesia no seu blog e, a partir daí, a poesia ganhou uma luz especial.

Percebo que a amiga Betty tem o dom de transformar tudo o que toca em algo reluzente.

Através de Betty, quero agradecer a cada um que faz parte do meu caminho, seja qual for o seu papel.

Quero, também, agradecer, através de CATIAHO, à OFICINA DA PALAVRA por ter promovido o Concurso.

Eis o resultado divulgado ontem.

CONCURSO DE POESIA OFICINA DA PALAVRA 2010 COM INSCRITOS DE PORTUGAL E DE TODO BRASIL

1º Lugar: MARIA HELENA MOTA-
Texto Partes de Mim
2º Lugar: CELIA RIOS-
Texto Ponto de Partida
3º Lugar:DANY BORGES-
Texto Vida
4º Lugar:LAURIMERI-
Texto Quem Sou Eu
5º Lugar:ROBERTO STABEL-
Texto Notívagos




EIS A POESIA


Partes de mim


(Imagem-Google Imagens)


Partes de mim estão livres
E fazem redemoinho
No vento das emoções

Partes de mim são aladas
E se emparelham com o tempo
Nas asas da imaginação

Partes de mim são partidas
Que enfrentam tempestades
Em busca de um novo sol

Partes de mim são como águias
Que voam sempre mais alto
Em busca do infinito

Partes de mim são casulos
Que preparam o momento
De ser borboleta no mundo

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Alegria


(Imagem-Google Imagens)

Lupo disse:No final, tudo acaba bem. Hoje recebi uma ótima notícia que me deixou muito feliz. Quero compartilhar o fato contigo pois esta notícia foi um presente para mim. Penso que eu estar feliz faz as pessoas que gostam de mim felizes também =)

Bjo grande na alma!


A minha postagem de hoje é uma forma de compartilhar
com a felicidade do meu querido amigo LUPO.



Alegria é um pássaro de asas abertas
Que voa com a leveza de uma pluma

Alegria enxerga sol em tempestade
E transforma a vida numa aquarela

Alegria é uma estrada linda e luminosa
Que tem flores entre as pedras do caminho

Alegria é uma luz caleidoscópica
Que ilumina e matiza a cor da alma

Alegria é uma luz que vem de dentro
É a paz pousando num momento

Alegria é um sentimento infinito
É um pássaro que pousa no paraíso

Maria Helena Mota Santos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O fantasma de si mesmo


(Imagem-Google Imagens)

O duelo começou
Não se pode adiar
O fantasma onipresente
Traz sintoma recorrente
Contamina qualquer sonho
Construindo um pesadelo
Assume todos papeis
Comanda toda ação
Dita todas palavras
Controla o pensamento
E exacerba o sofrimento
Sem haver consentimento

O duelo começou
Não se pode adiar
O fantasma se apresenta
Usa o medo como arma
Se agiganta e se disfarça
E se reveste de poder
Mas o eu se desconstrói
E se coloca em pedaços
E em meio ao próprio caos
Encontra a peça principal
E brota uma força infinita
Que faz o resgate da vida

Maria Helena Mota Santos

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ombro amigo


(Imagem- Google Imagens)

Não precisa falar
Eu escuto seu som
Eu empresto meu ombro
Para ser seu divã

Não precisa dizer
O que não pode explicar
Se experimentar labirintos
Eu prometo lhe achar

Fique aqui ao meu lado
Nada vou perguntar
Sou o silêncio e a fala
Sou o que precisar

Não contenha as lágrimas
Libere toda emoção
Solte os gritos latentes
Presos no seu coração

Sou a amizade sincera
Sua felicidade desejo
Sou a palavra amiga
Sou o reflexo no espelho

Maria Helena Mota Santos