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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Divagações


(Google Images)


Estou aqui
Você tão perto de mim
E eu me dei conta
Que sei de você
A versão que acredito

Como saber de você
Se não sei tudo de mim?
Hoje penso ser
O que amanhã
Já nem mais serei!

Como posso lhe ter
Se mora fora de mim?
E mesmo lado a lado
Andamos em paralelas?

Como podemos ser
Duas pessoas em uma
Se a regra é individual
E cada linha tem seu final?

Será tudo um sonho
pra acalentar o viver?
Será utopia
pra magia não desfazer?

...ou quem sabe
ainda não me dei conta
do que é viver...



Maria Helena Mota Santos

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O voo do papel


(Google Images

No chão, em frente a um prédio, uma pichação: TE AMO.
Num salão de festa, no mesmo prédio, as cadeiras esperam, "pacientes", pelos convidados.
No céu nuvens bordadas insinuam esboços humanos se amando.
Dois pássaros passam brincando de esconde-esconde como meninos arteiros.
Um adolescente passa cabisbaixo, provavelmente, pensando o que fazer sábado à noite.
Uma jovem senhora passa puxando pelo braço seu filho “doentinho”.
Vários carros passam em fila, na avenida, como se tivessem marcado a hora do encontro.
Pessoas passam arrastando as sandálias com a falta de pressa do sábado.
A tarde fica sonolenta e o divagar ,do poeta, é inevitável e sem pressa.
O poeta fica na letargia do tempo, da rua, da avenida e da cidade.
Assume o embalo calmo das pessoas que passam na rua.
Assume o palpitar macio do pulso da rua que ecoa no coração da cidade.
O poeta quer olhar pra rua e não quer olhar na sua própria avenida.
Assume a dinâmica do movimento que não para, embora pareça lento.
Resolve emprestar o seu olhar pra vida cirandar como quiser e quando quiser.
Subitamente, um papel sai do chão e voa e volta e, depois, cai para voar de novo.
O papel desperta um fascínio no poeta que resolve acompanhar sua trajetória.
O papel traz de volta um brilho “travesso” no seu olhar e desperta a criança adormecida.
O poeta resolve sair de si e divagar nos braços da sua alma pueril.
Deixa-se guiar pelas asas do papel que sobe ou desce conforme a direção do vento.
Assume a condição de papel, que o vento leva, e põe sua alma nessa vida itinerante e imprevisível.
Não sabe quando vai parar e o quanto vai aprender, nessas passagens, nos braços do vento.
Vai se deixando levar , sem controle, esquecendo o que acontece na periferia.
Vai sentindo a leveza de ser papel e voar, cair, voar, cair...voar!

Maria Helena Mota Santos

domingo, 20 de julho de 2014

A flor da amizade


(Google Images)

Eu guardei a flor mais linda
Que plantei na solidão
Regada com toda lágrima
Que verteu do coração

Eu guardei a flor mais linda
Que plantei na euforia
Regada com meu sorriso
Que verteu da alegria

Eu guardei a flor mais linda
Que plantei no desalento
Regada com a esperança
Que verteu do sofrimento

Eu guardei a flor mais linda
Que plantei na adversidade
Regada com todo apoio
Que verteu da amizade

Eu guardei a flor mais linda
Que plantei na gratidão
Para dar a cada amigo
Que me afaga o coração

Maria Helena Mota Santos

Grafiteiros da saudade

(Google Images)


Fiz grafite na janela
Com matizes de saudade
Fiz rabiscos de um sonho
Sem objetivar realidade

Na linha mestra de uma asa
Esbocei um pássaro livre
Que me levava urgente
A lugares imperdíveis

Fiz grafite irreverente
De momentos distraídos
Fiz o meu eu se desnudar
E caminhar sempre comigo

Esbocei o improvável
Na linha imprecisa do tempo
Desmascarei as certezas
E passeei contra o vento

Fiz grafite no coração
Com matizes de alegria
Dei alforria à solidão
Parti em minha companhia

Maria Helena Mota Santos

sábado, 19 de julho de 2014

Viver

(Google Images)


Da vida
Eu só quero viver
Quero pulsar sentimento
Seja de dor
Ou de prazer

Da vida
Eu só quero viver
Aproveitar os segundos
Desde o despertar
Até o anoitecer

Da vida
Eu só quero viver
Quero distribuir carinho
A quem no meu caminho
Aparecer

Da vida
Eu só quero viver
Das lágrimas fazer um rio
Para outras margens
Conhecer

Maria Helena Mota Santos

09/05/2012

Hugo Leonardo, Parabéns!




Hugo Leonardo,

Difícil representar em palavras o sentimento que me invade quando penso na linda trajetória da sua vida.

Agradeço a Deus por ter me permitido conhecer alguém tão especial no meu caminho.

Alguém que faz da "queda um passo de dança".

Alguém que sabe bem o valor do choro, do sorriso, da alegria, da tristeza, da luta, da superação e da vitória.

E hoje ao comemorar com seus familiares e amigos os seus trinta anos de idade, eu desejo que tudo se transforme em intensa felicidade e que a mais intensa alegria esteja emanando do seu ser!

Cante, dance, sorria... Você merece emoções imperdíveis e um caminho de infinitas possibilidades!

Aproveite muitoooooo!!!!!

Não poderei comparecer a sua comemoração mas enviarei energias de carinho!

Tenho o maior orgulho de você!

Parabéns!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Espetáculo


(Google Images)

Às vezes penso
que viver
é sonho
e se eu acordar
perderei o espetáculo
dos enredos
que escrevi

Às vezes penso
que moro
num palco
e se não atuar
perderei meu papel
e serei
só plateia do que fui

Maria Helena Mota Santos