sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Cansei
(Imagem-Google Imagens)
Cansei
Da "inveja boa" e da "mentira branca"
Do “quem acredita SEMPRE alcança”
De tantos sonhos sem realidade
De quem não é amigo de verdade
Cansei
Da saudade que traz solidão
De quem machuca e deixa no chão
Das teias falsas que enredam a vida
De quem só cuida da sua ferida
Cansei
Do cansaço que traz apatia
Das lentes foscas que embaçam os dias
Da andorinha que não faz verão
De ouvir gemidos do meu coração
Cansei
De andar sozinha com a multidão
De acreditar sem fazer restrição
Das palavras "tortas" que pincelam a dor
De qualquer coisa que não seja o amor
Maria Helena Mota Santos
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Intangível
(Imagem-Google Imagens)
Não sei
Pensava saber
Nada sei
Minhas certezas
São incertas
De portas abertas
Minhas verdades
São vulneráveis
Insaciáveis
Mutáveis
Olho para o alto
Do lado de baixo
Vejo estrelas
Inatingíveis
Majestosas
Soberanas
Olho para o lado
Do lado inverso
Vejo gente
Formando versos
Tragando a vida
Nos seus reversos
Olho para dentro
Do lado externo
Vejo a mim
Com a alma alada
Vestida de sonho
Num caminho
Intangível
Sem fim
Maria Helena Mota Santos
Não sei
Pensava saber
Nada sei
Minhas certezas
São incertas
De portas abertas
Minhas verdades
São vulneráveis
Insaciáveis
Mutáveis
Olho para o alto
Do lado de baixo
Vejo estrelas
Inatingíveis
Majestosas
Soberanas
Olho para o lado
Do lado inverso
Vejo gente
Formando versos
Tragando a vida
Nos seus reversos
Olho para dentro
Do lado externo
Vejo a mim
Com a alma alada
Vestida de sonho
Num caminho
Intangível
Sem fim
Maria Helena Mota Santos
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Paradoxo

(Imagem-Google Imagens)
É quando não se tem quase nada pra dar
que brota o melhor que se tem.
É quando as cortinas se fecham
que o espetáculo de si mesmo acontece.
É quando o barco afunda
que se descobre nadadeiras invisíveis.
É quando se está à beira do abismo
que se descobre os pés voadores.
É quando se está na escuridão da noite
que as estrelas se tornam visíveis.
É quando cai chuva torrencial
que o sol aparece mais quente.
É quando a vida traz as dores
que se descobre a força que se tem.
Maria Helena Mota Santos
07/02/2010
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Vestida de poesia

(Imagem-Google Imagens)
Fecho os olhos
Há outros sonhos pra sonhar
Se alguns deles se foram
Coloco outros no lugar
A vida é realidade
Vestida de fantasia
É uma linha tênue
Que segura cada dia
Se acordo e me sinto
Tenho vida ao meu dispor
Só preciso decidir
Qual será a minha cor
Pinto-me de aurora
Ou apenas anoiteço
Mostro a minha cara
Ou me coloco pelo avesso
Se acordo e sinto o pulso
Das sensações que arrebatam
O que antes era amargo
São sabores que me salvam
Se chegar o amanhã
E minha vida me acordar
Vou me vestir de poesia
E sair pra levitar
Maria Helena Mota Santos
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O mundo gira

(Imagem-Google Imagens)
O que ontem era verdade
Hoje pode ser apenas uma lembrança
Porque a vida é uma roda que gira
E nem sempre se está do lado da luz
Luz e sombra se revezam todo tempo
O que foi um dia ainda poderá ser
Só o tempo é uma caravana que passa
E não dá chance pra quem perdeu a viagem
O que ontem era tristeza
Amanhã pode ser o palco da alegria
Pois as lágrimas são reversos de sorrisos
A dor é o terreno fértil do prazer
E a saudade é um tempero necessário
Para quem embarcou nas teias do amor
O que ontem era fundo do poço
Hoje pode ser um despertar luminoso
Pois quem chega lá no fundo
E conhece o mais profundo
Pode descobrir novas sementes
Dentro do espaço solitário da dor
E nessa ciranda da vida
Cada ser é eco das suas palavras
Cada ser patenteia a sua ação
E cada dor ou amor que se espalha
Vai impregnando seu percurso
Fundamentando o seu discurso
Enquanto a vida segue seu curso
Maria Helena Mota Santos
domingo, 2 de dezembro de 2012
Instante

(Imagem-Google Imagens)
No passar das horas
Que antecedem outro instante
Eu sou um pé adiante
Do que era antes
Sou a interrogação sem pausa
E a possibilidade das reticências
Não marco limites no caminho
O mundo é o meu ninho
Quando não estou nas alturas
A terra é meu porto seguro
Se desço pra superfície
O universo me chama
E algumas vozes clamam
Pra me vestir de infinito
Olho para o chão e fico zonza
Com a habitualidade da dança
Que rodopia no mesmo lugar
E quando olho para o alto
O meu ser já fez o traslado
E me chama pra voar
Maria Helena Mota Santos
sábado, 1 de dezembro de 2012
Não há solidão

(Imagem-Google Imagens)
Não há solidão
Enquanto existir amigo
Que seja abraço
Que seja abrigo
Em qualquer hora
Quando for preciso
Não há solidão
Enquanto existir amigo
Que seja sorriso
Que seja esperança
E que seja um ombro
Em qualquer circunstância
Não há solidão
Enquanto existir amigo
Que seja escuta
Que seja palavra
E seja uma bússola
Na íngreme estrada
Não há solidão
Enquanto existir amigo
Que retire dos pés
Os grandes espinhos
E enfeite de flores
O nosso caminho
Maria Helena Mota Santos
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