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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Medos


(Imagem-Google Imagens)

Meus medos
já não são medos
São coragens
disfarçadas
São sinais
de uma mudança
No percurso
da estrada

Meus medos
já não são medos
São disfarces
de um novo tempo
São desafios
na vida impostos
Pra pintar
novos momentos

Meus medos
já não são medos
São asas
de proteção
São versos
do meu reverso
Que faz pulsar
o coração

Maria Helena Mota Santos

11/12/2011

terça-feira, 12 de junho de 2012

Feliz dia dos namorados


(AOS APAIXONADOS ACOMPANHADOS)



(Imagem-Google Imagens)


Um tapete mágico abre a passagem
Voa até as nuvens sob a luz da lua
Mãos se entrelaçam e se aconchegam
Lábios se tocam murmurando doçuras

Pra jura de amor não há testemunhas
Só a emoção que aquece os dois corações
Os apaixonados acendem a luz do olhar
Que queima de amor ao som de uma canção

O céu neste dia tem mais estrelas
E o sol não tira folga e faz plantão
A lua aparece com roupa de festa
E deixa mágico o cenário da paixão

Os brindes ao amor ecoam no mundo
O tin-tin é ouvido como uma sinfonia
O Universo se veste de luz colorida
E ilumina e transforma tudo em poesia

Maria Helena Mota Santos


(AOS APAIXONADOS DESACOMPANHADOS)


(Imagem-Google Imagens)


Os drinques são gotas de lágrimas
O brinde é à companheira solidão
O tin-tin é a batida e o compasso
De um triste e apaixonado coração

A companhia é apenas lembranças
A dança é passo de uma nota só
Juras de amor ecoam no passado
E a dor entra no cenário sem dó

O palco é lá no portal da dor
Onde as lembranças não têm piedade
Torturam lentamente e sem pressa
Pessoas de qualquer sexo ou idade

É uma prisão de porta aberta
Onde não se tem a senha da saída
Prisioneira das teias do tempo
A liberdade está de asas partidas

Mas há o baile da esperança
Que traz pra dor linimento
E faz um anúncio promissor
De ser feliz num novo tempo

Maria Helena Mota Santos

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Asas da alma


(Imagem-Google Imagens)

Minha alma se fez palco
E para o mundo se expôs
Chorou, sorriu, entristeceu
Não deixou nada pra depois

Minha alma se fez escuta
Sofreu,silenciou e aprendeu
Compartilhou a sua história
E de muitas fontes bebeu

Minha alma se fez voz
E a sua melodia entoou
Enfrentou os tons da vida
E sua trilha sonora encontrou

Minha alma se fez criança
E brincou no carrossel
Reviveu contos de fadas
E chegou perto do céu

Minha alma se fez asa
Uma nova essência buscou
Voltou vestida de infinito
E sobre a minha mão pousou

Maria Helena Mota Santos

01/04/2011

domingo, 10 de junho de 2012

Meu sonho


(Imagem-Google Imagens)

O meu sonho
é seguir sonhando
e pintando cores
no meu dia a dia

Tenho o sonho
de sonhar
com a realidade
vestida de fantasia

O meu sonho
é flutuar
nas asas leves
da poesia

Tenho sonho
de escrever
versos de amor
todos os dias

O meu sonho
é não me opor
ao sonho
que se insinua

Tenho sonho
de plantar
e regar a flor
de cada rua

O meu sonho
é levitar
e conhecer
o infinito

Tenho sonho
de deixar o mundo
bem mais pertinho
do paraíso


Maria Helena Mota Santos

sábado, 9 de junho de 2012

Impermanência


(Imagem-Google Imagens)

E de repente era tudo novo.
Olhei em volta e tudo estava realçado com a cor do sol que esquentava o inverno.
Uma sensação de euforia enfeitava a alegria e me fazia plena de vida e de sonhos.
Cada passo era uma nota musical que alegrava o caminho e me fazia toda melodia.
E um sol se foi... E outro amanheceu... E outro sol se foi ...
E no outro dia tudo amanheceu igual e o que era diferente virou normal.
Eu olhava e não mais via o sonho que estava agora pespontado pelo tempo.
E uma sensação de impermanência me acometia de eclipse.
E não era mais o sol que amanhecia em mim, mesmo quando o sol aparecia.
E eu me esforçava para ver o que estava encoberto pela hábito da repetição.
A verdade estava estampada em cada linha das entrelinhas do silêncio: um ciclo tinha chegado ao fim.
Gastei as palavras pra depois silenciar.
Mas eu já sabia que seria inevitável andar...

Maria Helena Mota Santos


Para sempre



(Imagem-Google Imagens)


O "para sempre"
pode durar
até amanhã
E o nunca
pode acabar
neste momento

A vida segue
modificando
os paradigmas
O que era óbvio
nas mãos do tempo
desmistifica

E as promessas
às vezes se perdem
nas mãos do vento
Que torna vulnerável
a senha confiável
de um momento

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Não sei dizer


(Imagem-Google Imagens)


O que dizer
se não se tem palavras
se em cada brecha
entra uma sensação?

O que dizer
de sentimentos novos
que sem pedir licença
invadem o coração?

O que dizer
da insensatez
do momento novo
que invade o agora?

O que dizer
do olhar no espelho
que vê invertida
uma mesma história?

O que dizer do sim
com a máscara do não
e da atemporalidade
que invade o ser?

O que dizer
da linha da vida
que traz um passo a menos
a cada amanhecer?


O que dizer?...
Ah... Não sei dizer!

Maria Helena Mota Santos

15/08/2011