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domingo, 4 de dezembro de 2011

A partida da dor


(Imagem-Google Imagens)


Fiz um carinho na minha dor e ela me sorriu
Disse-me que não estava doendo tanto
E que eu não me preocupasse com ela
Pois brevemente ela entraria em toque de recolher
Nas asas da luz do sol de qualquer amanhecer
E a veria se espreguiçando no luar durante a noite
Só não garantia se controlar nas madrugadas frias
Pois gostava de sair para passear no silêncio
Pediu-me que eu a deixasse partir
Pois fazia tempo que eu a mimava e a pegava no colo
Disse-me que tinha crescido tanto que era hora de seguir a estrada
Que ela estava tomando vários compartimentos da minha morada
E sua partida daria lugar para o intercâmbio de outros sentimentos
Quem sabe, um dia, ela voltaria em forma de alegria?
Eu disse pra ela que não era simples assim
Eu precisaria perdê-la por partes
Ela não sabia mas ela me fazia companhia
E acionava lágrimas que lavavam os ciscos da alma.
Fizemos um trato: cada uma se esforçaria para se desligar da outra
E, um dia, eu chegaria em casa e perceberia que ela se foi
Mas ela retornaria, provavelmente, em forma de flor
E assim fizemos um pacto na noite
E estamos em trabalho de parto para sua partida

Maria Helena Mota Santos

27/10/2010

sábado, 3 de dezembro de 2011

A luz e a sombra


(Imagem-Google Imagens)

Você que me habita
É a sombra do que fui
E a sombra do que sou

Você que me habita
É também a minha luz
E a luz que se apagou

Você que me habita
É a minha companhia
E também a solidão

Você que me habita
É a minha salvação
E também a perdição

Você que me habita
É a minha incompletude
E a minha perfeição

É o positivo
É o negativo
É o verso
É o reverso
É o atalho
É o caminho

E também é a certeza
De que nunca estou sozinho.

Maria Helena Mota Santos

02/12/2010

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Saudade


(Imagem-Google-Imagens)

Ando de frente pra vida
Mudando minha roupagem
Pinto as tristezas de cores
Meu acessório é a saudade

Saudade é sempre a ausência
De uma presença querida
Só quem preencheu espaços
É quem tem saudade na vida

Saudade de quem se foi
Saudade de quem não veio
Saudade da esperança
De ser feliz por inteiro

Saudade de abrir as asas
E voar sem direção
Saudade de ter saudade
Bem dentro do coração

Saudade de uma criança
Que no tempo se perdeu
Saudade de brincar de roda
E de achar quem se escondeu

Saudade da fantasia
Que alicerça a realidade
Saudade é dor de amor
Que chega em qualquer idade

Maria Helena Mota Santos

09/12/2010

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nova pele


(Imagem-Google Imagens)

Não dava mais pra marcar aquele passo
Não dava mais pra seguir nesse compasso

Não dava mais pra olhar pro mesmo lado
Pois seu olhar já estava viciado

Não dava mais pra viver sem emoção
Não tinha prazer de pisar no mesmo chão

Não dava mais pra olhar e enxergar
De tanto que já tinha visto esse lugar

Não dava mais pra ouvir e entender
Usar a palavra já não dava mais prazer

Não dava mais pra sorrir com alegria
Já não tinha encantamento e magia

Não dava mais pra chorar as mesmas lágrimas
Novas torrentes por ali já transitavam

Não dava mais pra amar do mesmo jeito
Outro amor já pulsava lá no peito

Não dava mais pra viver sem direção
A bússola do infinito já estava em suas mãos

Maria Helena Mota Santos

13/12/2010

Amar


(Imagem-Google Imagens)


PARA COMEÇAR O MÊS DE DEZEMBRO COM MUITO AMOR!

Amar
o impossível amar
e semear a luz
de um doce olhar

Amar
o infinito ser
e semear concórdia
pra não anoitecer

Amar
o que está à margem
e estender a mão
pra seguir viagem

Amar
o rastro da escuridão
e infiltrar luz
pra salvar o irmão

Amar
um amor salvador
e deixar aqui na terra
um jardim pleno de amor

Maria Helena Mota Santos

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que é a vida?


(Imagem-Google Imagens)


A vida é um hábito
De se enxergar
O que se vê todo dia
É embarcar
Em cada porto
Em busca de uma travessia

A vida é um baile de máscara
Que só se revela
No espelho noturno
É uma rua encantada
Onde um mágico invisível
Aponta o mundo

A vida é tudo isso
E tudo aquilo
Que se vê agora
É tudo que poderá vir
Com o pôr do sol
Ou com a aurora

A vida é o que foi
O que é
E o que poderá ser
É uma ciranda que volta
Vestida de esperança
A cada amanhecer

Maria Helena Mota Santos

09/01/2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A arte tecida


(Imagem-Google Imagens)

Degustar da vida
os vários sabores
da arte tecida
é deixar de ser ilha
e partilhar a bebida
na amarga doçura
do néctar que cura
as feridas latentes
na alma da gente

Degustar das canções
das emoções contidas
regadas por lágrimas
num céu de sorrisos
e se for preciso
acender a estrela
que de frio apagou
e sentir no desfecho
o desvelo do amor

Maria Helena Mota Santos