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sábado, 9 de abril de 2011

O reverso do caminho


(Imagem-Google Imagens)

Só enxergou o verso
Quando ficou em reverso

Só enxergou a flor
Quando sentiu o espinho

Só quando enfrentou o escuro
Que enxergou as estrelas

Só quando soltou o seu grito
Que escutou os seus ecos

Só quando seguiu adiante
Que olhou para trás

Só entendeu o oásis
Quando conheceu o deserto

Só quando engravidou de si mesmo
Que renasceu para a vida

Maria Helena Mota Santos

26/09/2010

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Rio de lágrimas


(ImagemGoogle Imagens)

Doação de palavras para as vítimas do massacre do Realengo(Rio de Janeiro)

Acordou naquele dia
Pra buscar sabedoria
Que iluminasse cada sonho
Pra transformar a sua vida
Saiu dizendo ATÉ LOGO
Um beijo rápido e se foi
Não imaginava que não podia
Deixar o EU TE AMO pra depois
Tinha uma grande passarela
Pra durante a vida florir
Imaginava o futuro
Com muitas flores a sorrir
Foi embora sem saber
Que pertencia a uma trama
De uma mente que na vida
Transformara-se em insana
Sem prévia autorização
Sua vida foi refém
De um plano mirabolante
De quem queria ser alguém
Foi ferida no seu corpo
E sua alma foi forçada
A pousar em outro porto
No curso de um RIO DE LÁGRIMAS

Maria Helena Mota Santos

Ju, seu comentário está de mãos dadas com a minha poesia. Sua sensibilidade é marcante!

Triste por essas crianças que sairam de casa tão cheias de planos;
Triste por esses pais que levaram seus filhos na escola e não os receberam mais;
Triste por esse assassino pelas "escolhas" erradas que ele fez na vida e pelos motivos que o fizeram "escolher" seu caminho;
Triste pelo Brasil que presenciou uma realidade tão cruel (e presencia todos os dias de outras formas);
Trite por nós, humanos, que sabemos que todos os dias que saimos de casa, estamos entregando nossas vidas para mentes insanas e psicopatas...

Deus também deve está triste com tudo isso... =/

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Despertar


(Imagem-Google Imagens)

Desperto uma criança
Que existe em cada canto
E borda de sorriso o pranto
Do teatro de uma estrada

Viajo na inocência sábia
Que desmonta a rotina
Com a arte de uma criança
Que a retina coloriu

Vejo agora novas cores
Com os olhos matizados
Experimento companhias
Que outrora assombraram

Enxergo além do visível
Percebo o subliminar
Não percebo só as cores
Que a vida quer mostrar

Percebo as flores da estrada
Que entre pedras se escondem
E viajo sem destino
Pela linha do horizonte


Maria Helena Mota Santos

terça-feira, 5 de abril de 2011

Rotina


(Imagem-Google Imagens)

Cansou de companhia
Cansou da solidão
Queria ouvir os ruídos
Dos seus passos pelo chão

Cansou de ouvir barulhos
Cansou de silenciar
Só queria ter a chance
Da própria voz escutar

Cansou de ser aclamado
Cansou de ser referência
Queria escutar melhor
A voz da sua consciência

Cansou de viver a vida
Nas estradas que apontaram
Queria trilhar outros caminhos
E descobrir novos atalhos

Cansou de olhar pra trás
Recordando os momentos
Foi em busca do horizonte
E buscou renascimento

Cansou de tudo certinho
Cansou de ter a razão
Queria fazer da vida
Uma nova e intensa canção

Maria Helena Mota Santos

18/03/2010

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acaso


(Imagem-Google Imagens)

Vestida de momento
Em companhia do vento
Brinca de viver com a vida

Vestida de acaso
Não limita os passos
E caminha ao relento

Vestida de infinito
Faz do agora todo tempo
Metamorfoseia sentimentos

Vestida de flor
Anda de braços abertos
Distribuindo amor

Maria Helena Mota Santos

sábado, 2 de abril de 2011

Meu filho


(Imagem-Google Imagens)

Pousou em minhas mãos
Fez pulsar meu coração
Fez florir a realidade
Que nos sonhos eu plantei

Pintou meu olhar de brilho
Suavizou o meu sorriso
E me fez colocar sentido
Na estrada do viver

Suas asas tão crescidas
Já não cabem em minhas mãos
Só conseguem se amoldar
No cantinho do coração

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Asas da alma


(Imagem-Google Imagens)

Apropriar-me de quê?
Apropriar-me de quem?
Se nem tenho controle total sobre mim
E posso ser resgatada a qualquer instante!

Orgulho pra quê?
Arrogância por quê?
Se o que enfeita a alma
São as flores do amor!

Sentir-me superior por quê?
Humilhar o outro pra quê?
Se somos nivelados pela vida
E só diferenciados pela alma!

Se só tenho o agora
Se sou itinerante no mundo
Se o tempo continua seu rumo
Sinto-me eterna em cada segundo

Maria Helena Mota Santos

06/10/2010