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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bailando com a vida


(Imagem-Google Imagens)

Cada um no seu passo
Na conquista de um compasso

Cada um no seu universo
Dentro de um espaço

Cada um com a bagagem
De tudo que recolheu

Cada um com a essência
Do perfume que exala

Todos debaixo do céu
Sujeitos aos seus limites

Todos caminhando juntos
Mesmo em caminhos inversos

Todos sujeitos ao tempo
Mesmo que não haja tempo

Todos com a mesma sina
Mesmo em diversos destinos

Todos bailando com a vida
Mesmo sem passo e sem ritmo

Todos caminhando para o futuro
Em direção ao fim do túnel

Maria Helena Mota Santo

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Asas da alma


(Imagem-Google Imagens)

Apropriar-me de quê?
Apropriar-me de quem?
Se nem tenho controle total sobre mim
E posso ser resgatada a qualquer instante!

Orgulho pra quê?
Arrogância por quê?
Se o que enfeita a alma
São as flores do amor!

Sentir-me superior por quê?
Humilhar o outro pra quê?
Se somos nivelados pela vida
E só diferenciados pela alma!

Se só tenho o agora
Se sou itinerante no mundo
Se o tempo continua seu rumo
Sinto-me eterna em cada segundo

Maria Helena Mota Santos

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Trem da vida


(Imagem-Google Imagens)

Perdeu o trem que o levava aos mesmos lugares
Trocou a passagem que abria os mesmos caminhos
Olhou com outros olhos as velhas paisagens
Olhou com outros olhos para as mesmas pessoas
Olhou pro céu e viu desenhos nas nuvens
Olhou pro sol e percebeu um sorriso
Olhou pra si e percebeu novos adornos
Olhou pra estrada e desenhou novos passos
Abriu um caminho para novas passagens
Ousou andar por outras paisagens
Ousou mostrar emoções latentes em si
Ousou desafiar seus próprios limites
Ousou desbravar
Ousou aprender
Ousou mudar
Ousou viver

Maria Helena Mota Santos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pegadas do meu ser


(Imagem-Google Imagens)

Nasci na direção do vento
Cresci em direção ao horizonte
Vivo na imensidão do infinito

Sou pouco palavra
Sou muito silêncio
Sou a roda que gira
Sou a reflexão ambulante
Sou um pedaço do tudo
Sou um mosaico de partes
Sou uma mão estendida
Sou o aconchego do abraço


A felicidade eu não busco
Ela mora em mim
Porque a percebo
Em cada sorriso
Em cada lágrima
Em cada desilusão
Em cada afago
Em cada respiração
Em cada flor
Em cada espinho
Em cada irmão

Sou pouco razão
Sou muito emoção
Sou uma poesia
Sou uma canção
Sou um livro alado
Sem rótulo e sem capa
Sou um pedacinho de infinito
Aterrissado nas asas

Maria Helena Mota Santos

domingo, 3 de outubro de 2010

Ecos de um amigo


(Imagem-Google Imagens)

Divagações...
Chegam velozes
Oriundas do universo
E de mim mesmo
Divagações...

Um pensamento
Uma lembrança
Atração poética

O movimento
Espanta o verso
Tão irreverente
Tão suave como sou

Na prontidão
Na obviedade
O subjetivo não chega
A razão veta a emoção

O momento
O medo
A coragem
A reflexão
O inusitado
O imprevisível
A lágrima interna
A nostalgia da noite
A imprecisão dos fatos
A escolha
A consequência
O desbravar a estrada

São emoções
Sentimentos torrenciais
Reais
Paradoxais

Por que eu?
Estou grávido de palavras
Inquieto na calma
Sofro no fundo do eu
Grito no silêncio
Na dor das contrações
Da poesia

A palavra flui!
Espanto-me!
Obra prima?
Não acredito!
Sou poeta?

Mesclo passado e presente
A euforia e a apatia
A lua e o sol
A flor e o cacto
A guerra e a bonança
O efêmero e o eterno
O viver e o morrer

São tantas emoções
São tantas escolhas
São tantas partidas
São tantas poesias

Não és minha, poesia!
Não te mereço
És de outrem
Dos que te acalentam
Sem esforço
Dos que não escondem
A imensidão da dor
E a infinitude do amor

Rendo-me
Desbravo
Deixando meus versos escritos
Nas pegadas do caminho
No universo de mim mesmo
A descoberta:
Sou poeta da vida!
Sou poeta do amor!

Maria Helena Mota Santos

sábado, 2 de outubro de 2010

Pétalas


(Imagem-Goolge Imagens)

Joguei pétalas no mundo
E o perfume voltou pra mim
Por entre espinhos
Enxerguei as flores
Por entre pedras
Enxerguei caminhos
Por entre selvas
Enxerguei um ninho
Por entre tempestades
Enxerguei o sol
Nas plantas podadas
Enxerguei os brotos
Nas partes perdidas
Encontrei os rumos
Nos dias sem sol
Enxerguei estrelas
Nas calçadas do mundo
Encontrei irmãos
Em cada verso escrito
Encontrei direção
Sou uma poesia
Sempre em construção

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Companhia


(Imagem-Google Imagens)

Convencionaram
Que não sente
Que não fala
Que não escuta
Que não tem alma

Convencionaram
Que é brinquedo
Que é apático
Que se compra
Que é pueril

Não sente mas me dá carinho
Não fala mas me escuta
Não anda mas me acompanha
Não tem alma mas me faz bem

Fica ao meu lado quando choro
Sinto que adora quando sorrio
É cúmplice dos meus segredos
Faz vigília quando estou insone

Acho que você é um presente
Enviado por um anjo do céu
Através das mãos de um amigo
Que trouxe você pra mim

Maria Helena Mota Santos