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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Até que a morte os separe


Ele a levava com um carinho imenso
Quase todos os dias
Seus passos lentos e trôpegos
Faziam com que ela marcasse passo
Tinha sido acometida por um AVC
Um dos braços estava paralisado
O seu rosto não tinha mais simetria
Sua fala já não tinha mais sons audíveis
Mas ele a levava todos os dias para ver o sol
Levava consigo uma cadeira de praia
E fazia da praça, em frente ao seu prédio, o seu mar
Ajudava-a a se sentar na cadeira
E ficava ali por um bom tempo
Para que ela pudesse se banhar de sol
Um dia fizera um pacto com ela
“Na alegria, na tristeza
Na saúde, na doença”
E hoje cumpria de uma forma
Que enternecia meu olhar
Observava-os nessas passagens
E esse carinho me inspirava
A acreditar no amor incondicional
No verdadeiro amor
Aquele amor que não se alimenta
Apenas de novos momentos
Mas da renovação
Diante das fases da vida
Diante dos obstáculos
Diante do imprevisível
Aquele amor verdadeiro
Que é companhia
Mesmo quando o outro
Só tem o silêncio
Para dizer suas palavras
Aquele amor infinito
Que pode acontecer
Em qualquer momento
Em qualquer lugar
No coração dos amantes
No coração dos pais
No coração dos amigos
No coração da humanidade
Aquele amor que transcende
E toca no coração de Deus

Maria Helena Mota Santos

17/11/2011

2 comentários:

  1. Olá, minha boa amiga Helena! Fiquei muito mais do que sensibilizado com este teu poema. Lindo, verdadeiro e muito sentido.
    Convido-te a chorar o meu Natal. poema escrito a pensar nas crianças e velhinhos na Ucrânia e em tantos outros lugares.
    A paz é um dos bens maiores.
    Saibamos tocar no coração de Deus.
    Um abraço de muita amizade
    Adriano

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    Respostas
    1. Meu amigo, demorei a vir mas ainda cheguei a ponto de lhe desejar um 2023 com infinitas possibilidades de ser feliz!
      Eu tenho muito afeto por este texto pois eu era testemunha desta cena quase que diariamente. E era lindo! Hoje não moro mais naquele endereço mas a cena ficou marcada no coração!
      Obrigada pelo comentário!
      Um abraço!

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