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domingo, 14 de junho de 2015

Amor


(Google Images)


O amor é a magia
Que desfaz o desencanto
É a melodia mais bonita
Que acalenta qualquer pranto

O amor é a alegria
É a dor em trajes nobres
É o alimento que sacia
É o veredicto que absorve

O amor é presença
É ausência consentida
É a nota que compõe
A sinfonia de uma vida

O amor é o sentimento
Que arrebata a solidão
É uma asa que se abre
E pousa no coração


Maria Helena Mota Santos

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Feliz dia dos Namorados




(Google Images)

HOMENAGEM A TODOS OS NAMORADOS PELO SEU DIA( 12/06/2015)


Não fiz
Como me ensinaram
O meu amor
Não lhe arrebatava
Para ser
Uma só carne
Um só pensamento

O meu amor
Transcendeu
As regras habituais
Não havia o "para sempre"
Como contrato
Havia o "para sempre"
Na duração de cada momento

Não havia o “dois em um”
Havia um cada qual
Que poderia ser original
Sem precisar
pedir desculpas
por conservar
o seu eu individual

Cada um poderia partir
Para dentro de si
E conjecturar
Consigo mesmo
Sem que tivesse
Que fazer um relato
Do que teria buscado

E hoje há tanto amor
Que não cabe nas palavras
E mesmo passando o tempo
É como se tudo fosse inédito

E em cada dia dos namorados
Revivemos o que passou
E é com esse alicerce
Que confirmamos o nosso amor

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Estações


(Foto: Hugo Mota)

Que o sol nunca se deite
Sem provocar o meu sorriso

Que a chuva por mim não passe
Sem roubar as minhas lágrimas

Que a primavera deixe em mim
O rastro de muitas flores

Que o outono me dê a chance
De renovar a minha vida

Quero ser cada momento
De atitude ou de silêncio

Quero viver as estações
Sem perder a intensidade

Quero marcar o meu caminho
Com sementes bem cuidadas

Para florir no tempo certo
E enfeitar toda estrada

sábado, 30 de maio de 2015

O dia em pauta


(Google Images)

Cada dia cai como um laço envolvente nas "teias" do cotidiano
Cada dia chega como um convite para um baile de máscaras
Cada dia nasce para os atores da vida independente do seu “script”
Cada dia segue no seu compasso sem a chance da espera
Cada dia nasce e segue na valsa da alegria ou da dor
Cada dia dança e impõe sua marcha sem prévia autorização
Cada dia leva para o lugar da imprevisibilidade
Cada dia é de todos e de ninguém
Cada dia é um elo de uma corrente sem fim previsível
Cada dia reflete o olhar caleidoscópico dos seres coloridos
Cada dia é uma invenção e uma reinvenção
Cada dia é labirinto de uma vida sem desfecho anunciado
Cada dia é um canteiro de obras de um edifício incerto
Cada dia é um projeto sem garantias
Cada dia é uma senha pra vida ou um xeque-mate
Cada dia é luz ou sombra
Cada dia nasce com novas tintas para os quadros borrados pelo tempo
Cada dia é um pincel que redesenha o passado
Cada dia é o prenúncio do futuro incerto
Cada dia é o resgate do passado com as armas do presente

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Viagem infinita


(Imagem-Google Images)

O que se leva para uma viagem
onde a bagagem não é aceita?
Leva-se os sonhos sonhados
ou realidades desfeitas?

O que se leva para uma viagem
que não se tem companhia?
Leva-se uma seleção musical
ou a trilha sonora da vida?

O que se leva para uma viagem
sem um retorno marcado?
Leva-se o coração tatuado
ou o aconchego de um abraço?

O que se leva para uma viagem
cujo transporte é a solidão?
Leva-se as melhores lembranças
ou a amizade no coração?

O que se leva para uma viagem
cujo destino é o infinito?
Leva-se lembranças de outrora
ou a senha do paraíso?

Maria Helena Mota Santos

terça-feira, 19 de maio de 2015

Dá-lhe poesia!


(Imagem-Google Images)


Poderia me vestir
de apatia
a cada agonia
que me acometesse
de dor
nesta doce travessia

Poderia me vestir
de tristeza
e tratar
com aspereza
quem incomodasse
a minha solidão

Poderia me vestir
de julgamentos
e sem piedade
condenar cada passante
que viesse
na minha contramão

Preferi me vestir
de poesia
que retrata
minha dor
ou alegria
neste espaço
que me leva
a redenção

Maria Helena Mota Santos


sábado, 16 de maio de 2015

Indagações


(Google Images)

O que dizer?
Nem sempre se tem palavras

Quando calar?
Nem sempre se tem silêncio

Quando seguir?
Nem sempre se tem estrada

O que fazer?
Nem sempre se tem clareza

Pra onde ir?
Nem sempre há um lugar

Como ajudar?
Nem sempre se tem a forma

Quando mudar?
Nem sempre se tem coragem

Quando amar?
Sempre que o coração pulsar

Maria Helena Mota Santos

23/12/2010