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terça-feira, 18 de março de 2014

Para sempre


(Google Images)

O "para sempre"
pode durar
até amanhã
E o nunca
pode acabar
neste momento

A vida segue
modificando
os paradigmas
O que era óbvio
nas mãos do tempo
desmistifica

E as promessas
às vezes se perdem
nas mãos do vento
Que torna vulnerável
a senha confiável
de um momento

Maria Helena Mota Santos

09/06/2012

segunda-feira, 17 de março de 2014

A colina dos meus sonhos



A CIDADE DE ARACAJU FAZ HOJE 159 ANOS


No alto foi concebido um sonho.
Olhando do alto se vislumbrou uma linda cidade que foi parida pelo reflexo da luz que emanava do alto da Colina de Santo Antônio.
As casas, as ruas, as avenidas, os bairros foram se desenhando no dia a dia de uma gente hospitaleira e vencedora.
As poeiras que flutuavam na colina foram se transformando em lindas arquiteturas.
As águas da chuva que escorriam lá do alto foram formando as lindas praias.
E o povo foi descendo para desfrutar desse mundo novo,dessa nova princesa que se erguia esbelta.
E assim, a cada amanhecer, se sentia o cheiro da etnia do seu povo.
Sentia-se o murmúrio de amor pela cidade.
Sentia-se o cheiro do seu tempero de diversidades.
E assim a Colina se orgulhava da sua gestação, do seu feito.
E a Colina chorava de alegria e suas lágrimas enchiam a cidade de um orvalho que embelezava cada manhã.
E a Colina até hoje chora na emoção de cada aniversário.
O seu sonho se transformou em alento também para outros filhos vindos de outras terras.
A Colina abriga sonhos, desperta poesia e enche a cidade de magia.
E no bailar do cotidiano mesclamos cheiros, amor, lágrimas, dor, alegria e transformamos tudo na mais linda poesia.
Colina de Santo Antônio é o verso da poética Aracaju.

Maria Helena Mota Santos

sábado, 15 de março de 2014

Presença


(Google Images)

Para esquecer
Nem sempre
É preciso ausência
Esquece-se
Mesmo
Na presença
Pois lembrar
É mais do que ver
É enxergar
No coração
A quem
Não se quer
Esquecer

Maria Helena Mota Santos

quinta-feira, 13 de março de 2014

A dor do mundo


(Google Images)

Ainda sinto
O mundo doer
Em mim
E por sentir
A dor do mundo
Ainda vivo
Porque viver
É mais que anestesiar
Dores
E inventar amores
Viver é palpitar
Sorrisos
E lágrimas
É sobretudo
Não perder as asas

Maria Helena Mota Santos

terça-feira, 11 de março de 2014

Meu anjo da guarda


(Google Images)

Chegou trazendo uma nota
Pra canção da minha vida
Trouxe um tom doce e suave
E compôs uma sinfonia

Trouxe pra mim uma asa
E me convidou a voar
Apontou o céu e as estrelas
E me ensinou a levitar

Trouxe também um lindo verso
Pra compor minha poesia
Fez comigo o tempo inteiro
Uma linda parceria

É a certeza de carinho
Mesmo de longe me enxerga
É a pessoa mais amiga
Que encontrei aqui na terra

Maria Helena Mota Santos

segunda-feira, 10 de março de 2014

O tempo é agora

(Google Images)

Agora
O tempo é outro
E está no presente

Agora
Ando sem pressa
Não sou refém do tempo

Agora
Escuto os sons
E pulso a vida

Agora
Olho para o céu
E percebo estrelas

Agora
Aparo lágrimas
E pingo sorrisos

Agora
Entro no vazio
E não há solidão

Agora
Corro atrás de mim
E me rapto

Agora
Pego na minha mão
E me sigo

Maria Helena Mota Santos

17/02/2011

domingo, 9 de março de 2014

Andarilho


(Google Images)

Não sou daqui
Sou de lá
Sou daquele pontinho
Que sempre está adiante
Lá na linha do horizonte

Não sou daqui
Sou do cantinho
Que é porto inseguro
Estou no presente
Com asas abertas pro futuro

Não sou daqui
Sou de acolá
Sou do edifício de asas
Que foi construído
Lá onde o oceano deságua

Não sou daqui
Sou daquele pontinho
Que não cheguei a atingir
Sou do caminho
De uma reta sem fim

Maria Helena Mota Santos

09/11/2010