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quinta-feira, 8 de março de 2012

Um anjo chamado mulher!



(Imagem-Google Imagens)

Homenagem às mulheres que estão aqui na terra, em outra dimensão e, em especial, a minha linda amiguinha Marizinha(minha fadinha) que aos 27 anos foi morar no céu no dia 04/03/2012!

Ser especial e encantador
É o canal que acessa a vida
Com a sensibilidade de uma flor
E a leveza de um anjo
Torna a vida uma cauda colorida
Torna possível o improvável
Torna problema em solução
Torna o árido em oásis
Com uma varinha de condão
Sai encantando o caminho
Veste-se de fada
Para fazer milagres
Veste-se de brisa
Para enfrentar tempestades
Veste-se de sabedoria
Para vencer desafios
Veste-se de carinho
Para acalentar sofrimento
Veste-se de intuição
Para evitar catástrofes
Veste-se de amor
Para encantar o universo
Veste-se de guerreira
Para defender a paz
Mulher
É verso
É poesia
É canção
É melodia
É a palavra
É a escuta
É o amor
Na sua melhor versão

Maria Helena Mota Santos

quarta-feira, 7 de março de 2012

A rosa e o botão


(Imagem-Google Imagens)

Meu jardim era um dos mais lindos
Várias flores cresciam formosas
Veio um vento inesperado e veloz
E feriu a mais linda das rosas

O vento forte levou-a consigo
Perplexa olhei as pétalas no chão
Agachei-me e apanhei uma a uma
Transformei-as em um lindo botão

Para livrá-lo da força do vento
Coloquei um selo de proteção
Guardei-o com cuidado e carinho
Num cantinho do meu coração

Mesmo o botão não sendo a rosa
Contento-me em ter dela a lembrança
O botão que a partir dela surgiu
É o que me faz ter na vida esperança

O meu jardim continua bonito
Mas há silêncio ao entardecer
As outras flores têm saudade da rosa
E não conseguem dela se esquecer

Maria Helena Mota Santos

segunda-feira, 5 de março de 2012

Uma fadinha se mudou para o céu!





Mariana Aribé se mudou para o céu mas deixou em nós um rastro de sorriso que nunca será apagado do nosso coração! Vá com Deus minha jovem Psicóloga! Te amooooooo!!!

Enquanto as nossas lágrimas caem
Os anjos do céu abrem um sorriso
E abrem um tapete de flores
Para receber a fadinha Mariana Aribé

No tempo que passou aqui na terra
Fez nascer flores por onde pisou
E deixou plantado no coração da gente
O sentido real da palavra amor

Vai Mari
Fazer parte da equipe de Deus
Encante o céu com seu sorriso
E com sua varinha de condão
Faça mágica lá no paraíso

Vai Mari
Você ficará sempre aqui
Num lugarzinho bem aconchegante
Que você ajudou a construir

Vai Mari
Abre as asas
Voar sempre foi o seu destino

Vá nos braços de Deus, minha fadinha

Com lágrimas de saudade da sua borboletinha

Maria Helena

domingo, 4 de março de 2012

Incógnita


(Imagem-Google Imagens)

Era pra ser apenas uma pausa
Na eternidade do sentimento
Era pra ser apenas um flash
No raio infinito que circunda a luz
Era pra ser apenas um momento
Na longa estrada do horizonte
Era pra ser o que se foi sem ser
E se dissipou sem acontecer
Era pra ser o retorno do caminho
E o início de um caminho novo
Era pra ser a incógnita na equação da vida
E a exatidão na indecisão da estrada
Era pra ser a força da fragilidade do instante
E a sensatez na efemeridade da euforia
Era pra ser uma demão nas tintas do amor
Numa obra de arte que o tempo desbotou

Maria Helena Mota Santos

05/02/2011

sábado, 3 de março de 2012

Divagações


(Imagem-Google Imagens)

O que você faria
se fosse sua eterna companhia?
Buscaria um alguém pra caminhar
ou só a sua sombra bastaria?

O que você faria
se pudesse antecipar o seu futuro?
Abriria o portal do seu destino
ou seguiria desvendando cada segundo?

O que você faria
se pudesse abrir as asas e voar?
Permaneceria em terra firme
ou voaria para outro lugar?

O que você faria
se pudesse apagar o seu passado?
Apagaria algum momento
ou valorizaria o aprendizado?

O que você faria
se pudesse reescrever sua história?
Aperfeiçoaria os momentos já vividos
ou deletaria alguns capítulos da memória?

O que você faria
se nada pudesse fazer?
Morreria nos braços do tempo
ou deixaria a esperança florescer?

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 2 de março de 2012

Incertezas


(Imagem-Google Imagens)

No terreno fértil
dos porquês
descobri a sabedoria
das perguntas
sem respostas

Em terreno íngreme
e nas pausas
para as esperas
encontrei
o silêncio salvador

Percebi
nas entrelinhas
que as respostas
desencantam o fascínio
do saber

As perguntas
abrem caminhos
e aguçam um tempo
aprendiz
de incertezas

Maria Helena Mota Santos

11/09/2011

quinta-feira, 1 de março de 2012

Silêncios e palavras


(Imagem-Google Imagens)

São os silêncios
Que compõem as palavras
Presas no coração

São os silêncios
Que enviam os sentimentos
Para a cristalização

São os silêncios
Que falam de amor reprimido
Nas entrelinhas de uma canção

São os silêncios
Que se revestem de palavras
E fazem rebelião

E os silêncios alforriados
Atravessam a solidão
Caem nos versos e reversos
E publicam sua paixão

Maria Helena Mota Santos

26/09/2011