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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A luz de cada ser


(Imagem-Google Imagens)


Se uma luz está acesa aqui nesse cantinho do mundo
O reflexo pode chegar ao outro extremo do universo
Porque a soma das tochas que cada ser acende na vida
Forma um clarão que dissipa a escuridão do caminho

A chama pode estar num sorriso
A chama pode estar numa lágrima
A chama pode estar numa palavra
A chama pode estar no silêncio
A chama pode estar no carinho
A chama pode estar num olhar

Não há ser sem luz
Não há ser sem amor
Não há ser irrecuperável
Não há ser sem possibilidades

Há ser que se perdeu no caminho
Há ser que desconhece o amor
Há ser que não foi amado
Há ser que só conheceu a escuridão
Há ser precisando de uma mão

O combustível da chama é retirado
Das mãos que se aconchega na vida
Das luzes que se ajuda a acender
Das lágrimas que se propõe a enxugar
Do sorriso que se ajuda a cultivar
Da esperança que se propõe a semear
Do amor que se resolve ofertar

Maria Helena Mota Santos

30/05/2010

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Liberdade


(Imagem-Google Imagens)


Pare tudo
Eu quero descer
Quero sentir o prazer
De andar sem rumo e sem pressa
Da alvorada até o anoitecer

Pare tudo
Eu quero crescer
Quero sentir a minha dor
Sem escondê-la no escuro
Até a luz reaparecer

Pare tudo
Eu quero viver
Quero sentir o gosto de chuva
Quero me inundar de esperança
Até o sol se acender

Maria Helena Mota Santos

24/04/2011

Liberdade de ser


(Imagem-Google Imagens)

Como me apossar do outro
Sugar os seus momentos
Cobrar-lhe pagamento
Se não tenho nem a mim?

Como reter uma vida
Na prisão do meu desejo
Se nem ao menos é meu
O corpo que me veste?

Como colocar numa redoma
Os passos de outro ser
Se eu tenho um desejo
De abrir portas e partir?

Como controlar os desejos
De quem fica ao meu lado
Se nem mesmo tenho a senha
Das minhas próprias vontades?

Como posso podar os sonhos
Do outro que me acompanha
Se o que quero nesta vida
É ser livre e nada mais?

Como posso cortar as asas
Da essência de uma alma
Se o que vale nesta vida
É voar e ser feliz?

Maria Helena Mota Santos

12/11/2010

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Esperança


(Imagem-Google Imagens)


Se eu me acordo
A esperança chegou
Quando abro os olhos
Só enxergo quem sou

Quando levanto
Parto em busca de mim
Se encontro a dor
Sei que viver é assim

Sou passarinho
Sou errante no mundo
Se paro na estrada
Sinto um tédio profundo

Nasci com asas
E tenho a alma alada
Não sou da inércia
Meu caminho é a estrada.

Se firo os pés
Nas pedras do caminho
Fica mais claro
Que o mundo é meu ninho

Os obstáculos
São canções de ninar
E nessa vida
Meu destino é lutar

Maria Helena Mota Santos

05/05/2011

Um tributo ao amor




UMA LINDA POESIA DO MEU AMIGO POETA
JOÃO PAULO CORUMBA!

A intensidade independe de qualquer coisa
A coisa em si não é só uma coisa
É expansão, coragem, densa dimensão!
Altura sem martírio, sem ameaça!
Não encanta a queda, pois riscos não há!
Em seu templo convenço meu eu
Que o que este quer não simboliza o querer
Mas sim dedicação, fatos da alma.
É por amor ao que de ti surgiu
Que a plenitude do meu existir evoluiu.
É pela sentença infinita das ordens do íntimo
Que faço um tributo ao amor pela tribo sentimental
Deixando aqui rastros de certezas raras
Que não precisam comover para serem comovidas
Fazem parte da inércia do eu profundo.

João Paulo Corumba

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Proeza


(Imagem-Google Imagens)

Não sou tudo que pareço
Nem para o bem
Nem para o mal
Sou apenas uma alma leve
Que na brisa se aquece
E na tempestade emudece

Não sou o tudo
Nem sou o nada
Não sou o acaso
Nem o previsível
Sou apenas uma proeza
Que na vida se instalou
Sem ser dona das certezas

Não sou o erro
Nem o acerto
Não sou a lágrima
Nem o sorriso
Sou apenas uma emoção
Que dá asas à canção
Que pulsa no coração

Não sou perfeita
Nem sou um anjo
Não sou infalível
Nem sou incrível
Sou apenas a esperança
Que com os dias faz sua dança
Na leveza de uma criança

Maria Helena Mota Santos

Emoções adormecidas


(Imagem-Google Imagens)

As emoções estavam adormecidas
Num cantinho esquecido do ser
Despertaram-se com banhos de chuva
Que caíram logo ao amanhecer

Uma emoção foi tocando a outra
E assustadas ficaram em fila
E com a rapidez de uma águia
Acionaram sensações esquecidas

Foram preenchendo os espaços
Dominaram o portal da razão
Um grito de vitória se ouviu
Quando chegaram até o coração

Morando num órgão vital
Sentiram-se fortes de fato
Ditaram suas ordens ao ser
Que estava bem fragilizado

Ficaram impregnadas na pele
O maior órgão existente no ser
Queriam dominar toda área
Pois, o mundo, queriam rever

Finalmente quando conseguiram
Trazer à tona o eu mais profundo
Aliadas com as emoções latentes
Encenaram sua peça pro mundo

Desfilaram causando espanto
A plateia foi o pano de fundo
Uma catarse coletiva aconteceu
E extravasaram a sede de mundo

Depois que encenaram a peça
Retornaram para o interior
Já não tinham a mesma roupagem
Vestiam-se agora de amor

Maria Helena Mota Santos

05/12/2010