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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Banho de infinito


(Imagem-Google Imagens)

Chuva lá fora
Sinfonia perfeita
Pro telhado do mundo

Vejo os pingos que caem
Valsando em círculos
Numa perfeita cadência

Sinto o cheiro da terra
Que prepara o ventre
Pra receber a semente

Vejo o céu cor de água
Que chora suas lágrimas
E descansa as estrelas


Lembro a cor da criança
Que saía na chuva
Pra se banhar de infinito


Maria Helena Mota Santos

Ando na vida


(Imagem-Google Imagens)

Ando na vida
De fronte erguida
Olhar bem sereno
E não olho pra trás
A chuva que cai
Não molha minha alma
Só lava os ciscos
E me deixa em paz
O sol que me chega
Apenas me aquece
E ilumina o meu dia
E não me esmorece
Só olho pros lados
Pra ver poesia
No lugar da tristeza
Eu ponho alegria
Ando sem pressa
Mas não ando lento
Sou parte da brisa
Sou filha do vento

Maria Helena Mota Santos

18/11/2010

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sorriso


(Imagem-Google Imagem)

Sorriso
Reflexo da luz interior
Porto seguro da alegria
ímã que atrai companhia

Sorriso
Que entorna lágrimas
Que disfarça a tristeza
Que celebra a vitória

Sorriso
Linguagem universal
Que aproxima diferenças
Que traz encanto e magia

Sorriso
Esboço da face divina
Remédio pra todos os males
Senha da felicidade

Maria Helena Mota Santos

06/08/2010

terça-feira, 26 de abril de 2011

A lição da chuva


(Imagem-Google Imagens)

Voltava para casa, hoje, após uma caminhada matinal
e fui surpreendida por uma chuva inesperada.
Daquelas chuvas que nem o canal do tempo faz previsão.
Acelerei os passos e procurei um abrigo.
Quando lá cheguei encontrei outras pessoas
que nem tinham agendado comigo naquela hora.
Estávamos ali, juntas, quase nos tocando, por um acaso.
Aproveitei o momento para observar as minhas reações internas
e as que eu podia perceber ou inferir nas pessoas.
Olhei primeiro para o lugar mais confortável:
O lado de fora!
Olhar pra si é sempre mais difícil!
Umas pareciam inquietos.
Outras mostravam irritação.
Algumas se impacientavam e saíam se molhando.
Outras, como eu, pareciam observar o momento,
talvez, com receio de acionar recordações melancólicas.
A chuva tem o poder de trazer aquela nostalgia latente.
Resolvi então olhar com mais atenção a chuva que caía.
E percebi que ao cair no chão, os pingos não escorregavam,
ao contrário, faziam círculos harmônicos.
Os pingos numa dança belíssima em pista molhada,
com uma bela sincronia, rodopiavam de mãos dadas.
Estavam lado a lado com outros círculos mas não se misturavam.
Cada grupo era companheiro mas não perdia sua identidade.
Fiquei assim em torno de dez minutos e aprendi uma grande lição.
Nas alturas ou no chão se pode fazer da vida uma bela canção.

Maria Helena Mota Santos

21/10/2010

domingo, 24 de abril de 2011

Liberdade


(Imagem-Google Imagens)

Pare tudo
Eu quero descer
Quero sentir o prazer
De andar sem rumo e sem pressa
Da alvorada até o anoitecer

Pare tudo
Eu quero crescer
Quero sentir a minha dor
Sem escondê-la no escuro
Até a luz reaparecer

Pare tudo
Eu quero viver
Quero sentir o gosto de chuva
Quero me inundar de esperança
Até o sol se acender

Maria Helena Mota Santos

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Menina


(Imagem-Google Imagens)

Ainda sou aquela menina
que encontrou a sua imagem
num grande baile de máscaras

Ainda sou a saudade
que se despediu da infância
sem se desfazer dos brinquedos

Ainda sou a liberdade
de pés descalços na vida
em busca de terra desconhecida

Ainda sou aquela menina
vestida da cor do sonho
acordada na realidade

Ainda sou menina peralta
que desfaz caminhos prontos
pra não perder a cor dos dias

Ainda sou menina sorriso
que acha sempre uma graça
Nas teias tecidas na vida

Maria Helena Mota Santos

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Busca


(Imagem-Google Imagens)

De repente
Caí aos pés do mundo
Com novas lentes
Nada é urgente
Nem permanente
Tudo é pleno
Sem ser perfeito
A perfeição
Está envolta
Na névoa da ilusão
Que eu não busco

De repente
Caí aos meus pés
Com novas lentes
Nada é acabado
Nem permanente
Tudo é novo
Fascinante
Sem ser inédito
Posso plantar
Novos sonhos
No meu deserto

Maria Helena Mota Santos