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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Naquele dia

(Imagem-Google Imagens)

Olhando para o céu naquele dia
Eu tive a plena certeza
De que a certeza não existe
Na neblina que embaçava o sol
Percebi uma cortina improvável
Embaçando o meu olhar
E ofuscando a minha luz

Olhando para o céu naquele dia
Eu tirei a conclusão
De que é melhor ter saudade
Do que conviver com a ausência
Pois sentir saudade aproxima
Mas a presença da ausência
Faz distante quem está perto

Olhando para o céu naquele dia
Eu percebi claramente
Que em alguns momentos da vida
O silêncio é cheio de palavras
E as palavras são cheias de silêncio
E cada ação implica uma reação
Que cala fundo no coração

Olhando para o céu naquele dia
Eu desenhei o meu destino
Entre as nuvens que passavam
Planejei minhas viagens
Pra esperança dei passagem
Embarquei num pé de vento
E fui conhecer outra paisagem

Maria Helena Mota Santos

20/10/2010

Naquele dia


Olhando para o céu naquele dia
Eu tive a plena certeza
De que a certeza não existe
Na neblina que embaçava o sol
Percebi uma cortina improvável
Embaçando o meu olhar
E ofuscando a minha luz

Olhando para o céu naquele dia
Eu tirei a conclusão
De que é melhor ter saudade
Do que conviver com a ausência
Pois sentir saudade aproxima
Mas a presença da ausência
Faz distante quem está perto

Olhando para o céu naquele dia
Eu percebi claramente
Que em alguns momentos da vida
O silêncio é cheio de palavras
E as palavras são cheias de silêncio
E cada ação implica uma reação
Que cala fundo no coração

Olhando para o céu naquele dia
Eu desenhei o meu destino
Entre as nuvens que passavam
Planejei minhas viagens
Pra esperança dei passagem
Embarquei num pé de vento
E fui conhecer outra paisagem

Maria Helena Mota Santos

20/10/2010

terça-feira, 29 de maio de 2012

Raios de sol

(Imagem-Google Imagens)

Acredito que ao nascer comprei um estoque de raios de sol para gastar nos dias nublados da vida.
Abrindo-me em sorrisos fui caminhando pelas estradas e bifurcações da vida.
Encontrei pelo caminho situações e pessoas que me acrescentaram pelo amor ou pela dor.
Hoje num dia pálido e chuvoso, em pleno verão, não consigo encontrar o meu estoque de raios de sol.
Olho pra dentro, mexo e remexo, contorço-me, vou para lá e para cá ,no canto da alma, e meu estoque parece que acabou, sem aviso prévio.
Concentro-me, mentalizo luz, aciono palavras iluminadas, e as nuvens continuam insistindo em ficar.
Nada se traduz como prenúncio de claridade.
Coloco lentes coloridas, sorrio e abro os braços, num ângulo de cento e oitenta graus, para abraçar a vida.
Olho para o céu na esperança de novas cores e ele permanece da cor da tristeza.
Contorço-me! Não caibo em mim.
Não é da minha natureza essa tristeza intensa que queima no meu peito como fogo ardente em estado de combustão.
Espero! As horas não passam! O telefone não toca! A vida está em coma!
O tempo parece infinito diante do meu desejo de que ele passe rápido.
Vislumbro um novo ano em pleno janeiro da vida.
Saio correndo de mim e vou buscar raios de sol nas calçadas da vida, nas amizades, no amanhecer de cada dia.
Encontro a luz em lugares inesperados.
Nos passantes solitários, nos olhares tristes, na dor da despedida, num olhar pueril, no sorriso inocente de uma criança, num gesto amigo e delicado, na vida....
Resolvi sair do meu caos e passear no caos do mundo e, certamente, renovarei meu estoque de raios de sol.

Maria Helena Mota Santos

04/02/2010

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O jardim dos meus sonhos

(Imagem-Google Imagens)

Cochilei no colo do tempo e adormeci nos braços dos sonhos.
Sonhei com o jardim da utopia com flores lindas e sem espinhos.
Podei e reguei as flores sem usar nenhuma luva de proteção.
Algumas flores mostraram seus espinhos e me apresentaram a dor.
Com essas flores aprendi a necessidade de uma segunda pele.
Outras flores me ofertaram sua beleza e enfeitaram meu dia.
Com elas aprendi a agradecer e a enxergar a beleza da amizade.
Umas rosas meninas passaram brincando entre minhas mãos.
Na sua inocência, ensinou-me a transformar tudo em sorriso.
Uma florzinha em botão se protegia entre as flores imponentes.
Na sua discrição me ensinou o valor da proteção e da humildade.
Um grupo de flores , concentradas , não se afetavam com o vento.
Elas me ensinaram o valor da reflexão, do silêncio e da paz.
Mas, a grande lição veio da flor rasteira que embelezava o chão.
Ela me ensinou a beleza de cair e se fazer semente para florescer.

Maria Helena Mota Santos

domingo, 27 de maio de 2012

Menina linda

(Imagem-Google Imagens)

menina linda
abra os braços
dê-me um abraço
vamos andar
veja o sol
e o colorido
nova paisagem
vai despontar
a sua face
já não reage
mude o foco
mude o olhar
ponha os óculos
da fantasia
um novo quadro
vamos pintar
vem cá comigo
mude o roteiro
e outra peça
venha encenar
dê-me sua mão
vem cirandar
um novo sorriso
vai despontar

Maria Helena Mota Santos

28/07/2011

sábado, 26 de maio de 2012

Feliz aniversário, meu filho!




Meu filho, nada que eu expresse em palavras é suficiente para demonstrar o amor incondicional que sinto por você.
Você é uma das pessoas de alma mais nobre que eu conheço aqui na terra. Tenho muito orgulho do ser humano ético que você se tornou. Que você siga sua estrada plantando boas sementes e fazendo do mundo um lugar melhor porque você existe!Que Deus seja sempre o seu guia e que você continue sendo meu Porto seguro! Não preciso nem falar do meu amor! Você sente!
Parabéns
!

A poesia saiu de um cantinho aconchegante do coração que pulsa amor!

É tanto amor
que não cabe no infinito
Amor que faz nascer
o meu mais belo sorriso

É tanto amor
que me deixa extasiada
Amor que é porto seguro
ao longo da minha estrada

É tanto amor
que não cabe numa canção
Amor que me faz superar
toda e qualquer provação

É tanto amor
que não cabe numa poesia
Amor que torna minha vida
um verso inédito a cada dia

É tanto amor
que só cabe no coração
Amor que faz a minha vida
ter uma incontestável razão

Maria Helena Mota Santos

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Do outro lado

(Imagem-Google Imagens)

Derrubei o muro
que me separava da paz
Confrontei a sombra
que o outro lado do muro faz

Desfiz as fantasias
que não seriam reais
E fabriquei outros sonhos
de cores essenciais

Acendi a minhas sombra
e refiz o desenho dela
Pintei-a de cores quentes
transformei-a numa tela

Dos contornos me livrei
E de tudo que limita
Aceitei meu infinito
Agora estou de partida

Maria Helena Mota Santos