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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Carência


(Imagem-Google Imagens)

Careço
do meu silêncio
Careço
da minha paz
Pra me mostrar
um espaço novo
Pra vida
que se refaz

Careço
do meu olhar
pra via
da solidão
Para entender
estas linhas
Da palma
da minha mão

Careço
de ter saudade
de tudo
que já se foi
Careço
de viver o agora
Sem deixar nada
pra depois

Maria Helena Mota Santos

5 comentários:

  1. Julliana Felizardo19 de julho de 2012 07:13

    Q lindo, tia Helena !
    Como acalma o coração lendo seus poemas e ao mesmo tempo mostra uma luz de força e esperança.
    Obrigada

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  2. Juliana, precisamos aquietar o coração em muitos momentos da vida para que possamos entender os sinais e os caminhos que ela nos mostra!
    Fico feliz que ela tenha tocado em você. Quando escrevo não me preocupo em métrica ou coisas do gênero mas conversar com o coração das pessoas. Saudade de você!

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  3. Minha boa amiga,

    Carências quem as não tem?
    Batem-nos à porta do coração
    e, quase nunca dizemos que não.
    Todos nós,
    nos damos conta
    que mais cedo do que tarde,
    é urgente
    parar,
    para reflectir
    pensar.
    Parar por uns momentos,
    em decalque do pensamento
    com a acuidade,
    e, pertinência
    de quem se esqueceu da idade.
    Carência,
    em qualquer situação,
    lembra-nos que nem tudo
    é solução.
    Carência rima com essência
    palavra, poema, adstrigência,
    néctar do nosso ser,
    e, ainda com o nosso querer.

    Um abraço com afecto,

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  4. Querida é no silêncio que podemos ouvir o coração e tocar bem fundo em nossos desejos.
    Belo poema.
    Bjs no coração.Eloah

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  5. Adriano e Eloah, obrigada pelo carinho! Adriano, como sempre, você traz suas sábias palavras que tocam no meu coração. Obrigada por tudo!

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